Segurança

Os nós mais usados e suas utilizações

Oito duplo

Por ser talvez um dos nós mais usados em alpinismo e técnicas verticais, vamos dar ênfase neste por ser de fácil assimilação e usos em: Ancoragens para Rappel; fixar as cadeiras de escalada; tanto para o escalador, como o que forneçe a segurança; Tirolesas; entre muitos outros.


Todo nó deve ser feito devagar, observando sua simetria perfeita, isto é; suas curvas devem se parecer com uma pista de autorama, não tendo torções que compliquem sua visualização. Qualquer nó em especial deve ter uma margem de sobra até a ponta da corda, de pelo menos um palmo de distância.
( UIAA )

O nó de segurança dinâmico UIAA, é um nó deslizante, de atrito para ser usado com mosquetão (sempre de rosca), passado este por um pon to de ancoragem. Puxando ora uma ponta da corda ora outra, o nó estoura para um lado ou outro do mosquetão. O nó é portanto simétrico capaz de ser usado nos dois sentidos, para dar ou recolher a corda. Quedas violentas, extremamente dinâmicas podem ser travadas.

Volta de fiel

Ótimo para fazer ancoragenscom a própria corda de segurança, pode-se fazê-lo com apenas uma das mãos, mas a atenção em concluí-lo é importantíssima, nunca tire sua atenção se não tiver certeza absoluta de que foi feito do modo correto. Este nó pode prendê-lo com grande segurança, mas aqui não se admite erros, treine muito antes de usá-lo.

Prussik

Usado para travar um cordim a uma corda principal, com uma extraordinária vantagem, pode-se deslizá-lo pela corda principal com grande facilidade, e travá-lo no ponto em que quisermos, fazendo dele um pedal móvel na corda, deslizando-lo para cima ou para baixo.

Nó de fita

Nó usado para unir as pontas de fita de segurança. Note que ao fazer este nó, deixe sempre uma sobra de fita de mais ou menos 8cm nas pontas como segurança.

Pescador duplo

Este nó, tem sua utilidade para unir duas pontas de cordas ou cordins, (mais comumente usado para os cordins).
Para finalizá-lo e verificar se realmente ficou bem feito, a observação seguinte é que olhando de um lado da corda, a aparência desse nó é ter feito dois X exatos um colado no outro
Olhando do outro lado da corda, vemos que em vex do X duplo ele forma 4 linhas paralelas perfeitas
Nó de backman e machard

Os nós blocantes com mosquetão tem suas vantagens, mas como o mosquetão mesmo não “morde”, a área de contato entre o cordin (corda auxiliar mais fina ) e a corda, fica diminuida e o número de espirais acaba geralmente sendo aumentado para seis ou oito. Destes, o nó de Bachmann é especialmente útil em sistemas de recuperação, pois esbarra na polia logo acima, enquanto a corda é recuperada, retesando-se (recolhendo-se) imediatamente, e blocando-a. Quando a corda é solta a laçada é passada pelo mosquetão, e então enrolada em espiral ao redor dos dois – corda e mosquetão – ajustando-se o número de voltas ao atrito desejado. Este nó é superior ao prussik, pois trabalha melhor em cordas molhadas, embora tenha a desvantagem de exigir o uso das duas mãos para fazê-lo.

Lais de guia duplo

Mostramos um nó, o Lais de guia duplo, que pode ser usado para improvisar um baudrier (cadeirinha) , usando-se uma fita de tres metros de comprimento, e com as pontas devidamente unidas por um nó de fita. Muito conveniente para a segurança em campo-escola ou caverna, este baudrier não é contudointeiramente indicado em escaladas verticais, ou em qualquer outro lugar em que a pessoa segurada não possa ser baixada imediatamente ao chão – a fita, muito fina, logo começa a machucar caso a pessoa esteja pendurada em vertical ou negativo.

Um metro de corda de 6 mm (com as pontas unidas por um nó de fita ou pescador), é suficiente para fazer uma laçada de prusik. Uma ou duas destas laçadas deveriam ser carregadas num bolso, sempre a mão, sempre que haja a menor possibilidade de serem necessárias- em qualquer lugar em que seja desenrolada a corda para dar segurança, em caverna ou montanha. Estas laçadas podem ser ligadas instantaneamente por mosquetão a um estribo, a uma cadeirinha, e um ponto de ancoragem. Numa emergência, em caverna por exemplo, com uma das mãos machucadas, e com o lampião apagado, estes nós blocantes podem ser vitais, e salvar uma vida – as vezes a sua própria. É imprescindível treinar a fazer o prusik (ou para alguns mais práticos, o nó de Machard ) com qualquer uma das mãos, e no escuro. Os nove ou dez nós básicos apresentados são essencias para qualquer atividade em caverna ou montanha. Tome uma cordinha e pratique-os em casa até tornar-se automáticos. Seu uso sem hesitações, pode significar para voçê ou os outros, a diferença entre segurança em suas atividades ou um convite ao perigo.